O parlamentar preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da pessoa com Deficiência e Doenças Raras e está buscando maneiras de contribuir com os pacientes de TEA.

Na tarde desta segunda-feira, 24, o vereador Aith (Republicanos), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Doenças Raras, recebeu em seu gabinete um grupo de mães de crianças e adolescentes diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro Autista), preocupadas com a interrupção do atendimento individual, anunciada por planos de saúde.

De acordo com as mães, recentemente houve uma notificação da descontinuidade do tratamento multidisciplinar, com profissionais de Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Fonoaudiologia e de Psicologia, entre outros, mediante indicação e laudo médico, de maneira individualizada, devendo os pacientes migrarem para um atendimento em grupo.

As mães explicaram  ainda que os filhos recebem uma terapia denominada ABA (Applied Behavior Analysis), que, segundo a Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo dos Estados Unidos, é a única metodologia com evidência científica de eficácia, e consiste no ensino intensivo e individualizado das habilidades necessárias para que a criança autista possa adquirir independência e a melhor qualidade de vida possível.

O grupo está preocupado porque o atendimento coletivo não leva em consideração as particularidades de cada paciente, como grau de autismo, presença de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e as necessidades específicas. “Meu filho não se adapta em ambientes com várias pessoas, fica nervoso e pode ser agressivo. Como vai participar de uma terapia em grupo?”, questionou uma das participantes.

O vereador Aith mostrou-se preocupado com o possível prejuízo no desenvolvimento dos pacientes com TEA, caso o tratamento passe de individual a coletivo e apresentou o problema a uma equipe técnica que irá analisar caminhos para defender seus direitos. “Nossa meta é criar um Centro de Referência em Autismo no município, mas, enquanto isso, não podemos deixar essas crianças sem apoio”, comentou.

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